31 de julho de 2017

Sarau Dos Conversadores - Livraria da Vila





O Cantador
"Cantador é um ser inusitado
Canta a dor, a tristeza a alegria
Canta a noite a madruga e canta o dia
O que é certo ele canta e o que é errado
Andam ele e a cantiga lado a lado
Devorando as entranhas do universo
E cantando a partida e o regresso
Diz romances e agruras do amor
É assim desse jeito o cantador
Magestoso e cruel em cada verso."

12 de julho de 2017





CANAPU


Para inspirar poetas e afins, para combater maus agouros..., Abrindo os trabalhos de mastigação:
Canapu, castanha de caju e "água benta".

Canapu, também conhecida como camapu, Joá de capote, saco de bode, bucho de rã, bate testa, mata fome. Na Colômbia é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki.
Purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, diminui as taxas de colesterol, alivia dores de garganta.
Atualmente conhecida no mercado como phisalis, tem valor comercial elevado, uma caixinha no Mercado Central aqui em Sampa com 12 frutinhas custa em torno de R$15. Lá no sertão de onde venho, nós conhecemos mesmo por canapu ou saco de bode e era encontrada facilmente em qualquer monturo.
Essas da foto foram presentes de uma amiga de Lenir da região de Parelheiros aqui em São Paulo.

3 de julho de 2017

"Coitada desta nação 
Parece mesmo sem sorte"
A cada dia um ladrão
É solto por um mais forte
Enquanto o povo, coitado
Fica sem prumo e sem norte.
Fica sem prumo e sem norte
E entregue à vilania
Da toga dos insensatos
Seus atos de covardia
Vão matando a esperança
Da plena democracia.
A plena democracia
Há tempos que pede arrego
Mostrando fragilidade
Balançando em seu sossego
E o povo apreensivo
Sobre si crescendo o medo.

27 de junho de 2017






Viva São João, viva o milho verde
Fogueiras, fogos, balões
Viva a Luz, viva São João 
Toda luz aos nossos corações.


"Viva noite de esperança
Teus rituais e lembranças
Trago bem dentro de mim" (quadrilhando: Carlos Dias, João J. De Carvalho, Aldy Carvalho)


"A festa de São João, relembra João Batista, o homem que nasceu em 24 de Junho e, através de suas atitudes na vida, trouxe a mensagem de que "devemos mudar nossos rumos para encontrar a luz", sugerindo que o caminho para isso é a meditação, a interiorização, a reflexão, pois São João ensina que todas as respostas estão dentro de nós.
Essa mensagem nos leva ao conteúdo da festa que é a Sabedoria, a capacidade de aprender algo a partir de nós mesmos. 
Devemos trabalhar em nós a coragem para um julgamento interior consciente visando nosso amadurecimento como pessoa.
Na época da festa de São João, no nosso hemisfério, vivemos o inverno e o frio que favorece o recolhimento, a meditação, a necessidade de ficar quieto e em silêncio com cuidado suficiente para que o ambiente na casa esteja aconchegante mas possibilitando que as crianças vivam intensamente esta festa.
Na festa de São João é costume acender- se a fogueira, imagem em que a luz simboliza a sabedoria, a luz interior e o calor do amor, representando o movimento da sabedoria capaz de iluminar o pensamento, aquecendo o coração.
Havia, antigamente, o costume de as crianças confeccionarem e acenderem lanternas representando a luz interior de cada um, a sabedoria oferecida para iluminar o mundo.
Depois de viver a sabedoria o homem se prepara para a próxima festa. Nesse momento o inverno vai deixando o nosso hemisfério e a primavera vai se apresentando. Toda a natureza, como um ato de coragem, começa a florescer.
O homem também desperta, o sol começa a puxa-lo para fora, ele agora vai atuar."

Nos meus tempos de menino e adolescente na minha cidade de Petrolina, nesta data festiva meu pai, João Joaquim de Carvalho (Jota ou Carvalho para os mais íntimos), fazia-se mestre fogueteiro, acendia a fogueira "e lá pras tantas quando a festa ia animada", fazia girar a "roda de fogo" com mil e um fogos de artifício para nosso deleite e dos convidados, todos ilustres: amigos, vizinhos (a rua toda), compadres, clero, cantadores numa animada confraternização.
Muitos se tornavam compadres e comadres de fogueira fortalecendo os laços de amizade que devem nos unir nesta existência.
Mamãe, alem de mestra de cerimônias, cuidava dos comes e bebes: aluá, gingibirra, ponches, bolo de fubá, puba, batata assada e mais outras guloseimas que os amigos e compadres das caatingas traziam compartilhando da colheita do ano além do milho de São João que havíamos plantado em 19 de março, dia de São José. E na vitrola, Gonzaga, Trio Nordestino e do que mais o autêntico e típico dia de bom gosto pedisse.
Assim eram meus dias de São João láaaaaaa no sertão, na minha terra, Petrolina - Pe

"Ei São João, tá uma fogueira no meu coração!
Ei São João, tá uma fogueira no meu coração.

26 de junho de 2017

Poema do cantador publicado em livro didático - Coleção Campo Aberto





O poema canção "Giralume" do cantador Aldy Carvalho, que faz, parte do cd Alforje foi publicado no livro didático da ed Global, Coleção Campo Aberto, adotado em todo o país para os anos 2016,2017,2018.
Agora as crianças de todo o Brasil tem a possibilidade de cantar esta canção misto de boi, ciranda e frevo.
O livro, um trabalho magnífico de pedagogas competentes, dentre elas a mestra Andréa Gomes de Alencar que certamente indicou o poema para publicação.
Com os agradecimentos do cantador láaaaaaa do Sertão

25 de junho de 2017

O cantador na livraria Nove Sete - 24/06/2017


Aldy Carvalho e Marco Haurélio


Lançamento do livro O Cavaleiro de Prata, de Marco Haurélio, livraria Nove Sete


O cantador em ação, logo atrás o lindo mural de Jana Joana e Vitché.



O Cantador, hoje em Livraria Nove Sete, São Paulo, por conta do lançamento do livro O Cavaleiro de prata, do compadre Marco Haurélio. Ainda abrilhantando o evento, mestre Eufra Modesto, que contou causos maravilhosos.
E viva a cultura popular brasileira!!!

13 de junho de 2017

Aldy em entrevista



Divulgando Cantos d'Algibeira. na Rádio Jornal, Rede Jornal do Comércio de comunicação



Os dias que correm, tempos de agora, me fazem refletir um tempo, já residente da grande cidade (a metrópole me assombrava e inebriava) quando ousavamos não fazer pactos com mandantes insistindo gritar cantando a liberdade. Não fiz silêncio ao perceber que o rio São Francisco escorria pela São João e o povo nem via o risco das navalhas afiadas penetrando feito espadas em nossos corações.

Acumplicio-me de ti Maiakovski, de ti Berthold Brecht, mas quantos são nesse agora os que tem ouvidos de ouvir e os olhos de ver?
O processo segue: e vai o mastro da torre, depois a torre e o patamar da torre e segue-se a oxidar os baldrames.
Há temor, dúvidas, desconfiança, descrença. A ignorância e força bruta graçam nas praças midiaticas com verdades absolutas a convencer a massa entorpecida a balbuciar qualquer coisa de aceite. 
Resta a esperança de que o coração esteja a gritar: canalhas!!


O cantador Aldy Carvalho, os cordelistas João Gomes de SáVarneci NascimentoPedro Monteiroe o contador de causos Eufra Modesto estarão abrilhantando este grande evento do sul das Minas Gerais.
Sejam todos convidados.
Em vez de disputarmos as nossas esperanças, deveríamos dividir, compartilhar nossas esperanças.
Habituamo-nos​ ao exercício de práticas virtuosas e virtuosos nos tornaremos.

Aldy Carvalho

11 de junho de 2017

Aldy Carvalho em Ação - Festa do Cinema



O Cantador na Rádio Jornal - Petrolina PE




O cantador Aldy Carvalho entrevistado pelo jornalista e comunicador Marco Haurelio no programa Revista da Tarde, Radio Jornal FM em Petrolina - PE

Apresentação na rádio Universitária - Fortaleza CE


Cantoria no AESTROFE e Centro Dragão do Mar


Alforge



No Reino dos Imbuzeiros (Aldy Carvalho)




A obra trata dos conflitos humanos, a busca da essência humana, o dilema em saber distinguir o real do irreal, o eterno do transitório, focado no universo mítico do sertão que se manifesta tão universal e transcendente.

"III SARAU DA RESISTÊNCIA - 2016




Espaço Cultural 3 Meninas (casa do educador e ensaísta Ely Verissimo), Itapecerica da Serra/SP.




Sobre Sábado a noite, só temos que agradecer a participação, colaboração e empenho de todos os amigos e parentes que contribuiram de forma brilhante para mais esta edição do nosso Sarau. A cada ano estamos mais envolvidos e nos enchendo de esperança, pois assim como nós, estas pessoas que estão envolvidas neste projeto, são a resistência de um mundo melhor, mais humano e solidário. Este ano ajudamos a família Maganha. À Clarice, nossa pequena Luz, saúde e prosperidade! 
Obrigada a todos que contribuíram para melhorar a situação de saúde da Clarice.


Moreira de Acopiaba
Marisa Serrano
Paulo Dantas
Chico Feitosa
Valdeck de Garanhuns
Eufra Modesto
João Gomes de Sá
Aldy Carvalho

Pedro Monteiro 
Varneci Nascimento 
Katia Cristina de Freitas 
Jack Laws 
Karen Santos Maganha 
Fabio Maganha
Cleusa Santo
Até o ano que vem meus queridos!
Família Veríssimo

Sobre a obra A ganância de um preguiçoso, por Aderaldo Luciano

O cordel brasileiro registrou em sua formação a presença de personagens decisivos, ora representando um tipo geral do povo, ora promovendo a reflexão sobre uma particularidade desse mesmo povo. Dessa forma desfilaram: João Grilo, o astuto, vivo e sabido; Chicó, um mentiroso inveterado, mas sensível; Vicente, o ladrão superior; Chicuca e Tubiba, troncos da valentia sem propósito; o próprio Lampião, simbolizando o mito emancipatório; e outros que o tempo não sepultou.
A presença do preguiçoso é outro traço do cordel extraído do meio do todo poético brasileiro. Devidamente registrado e catalogado em histórias de trancoso e contos populares de todos os continentes, ele, o preguiçoso, desembarca neste poema de Aldy Carvalho carregado com um traço distintivo diferenciado: a ambição. Sendo esse traço apenas o pretexto, a ferramenta utilizada pelo poeta para fazer desfilar pelas suas sextilhas elementos ancestrais significativos do interior nordestino.
O conselheiro a que todos recorrem para acalentar suas dores e observar saídas; os ciganos em grupo, mestres na arte do jogo e da divinação; as velhas e conhecidas botijas carregadas de ouro e maldição; os sonhos misteriosos reveladores da vida e suas armadilhas; a anciã malévola, herdeira dos males dos contos de fadas; os animais fantásticos, detentores de razão e vontades; os grupos de romeiros em busca de paz e devoção. E como em todos os contos de ensinamento: o arrependimento e o recomeçar.
Aldy Carvalho retira de sua vivência e experiência, como músico consagrado e competente, os arquivos para a composição do seu poema sem máculas. Como anunciava em seu disco Redemoinho, de mais de 20 anos passados: é preciso preparar o chão para a colheita… os nossos destinos se encontram nas veredas. O cordel encontrou Aldy: ganha Aldy com o cordel, ganhamos nós com Aldy. A colheita é de todos.

Aderaldo Luciano

Aldy Carvalho na Rádio New Life




X Cordel da Cortez




Na Livraria Cortez, por ocasião do sarau de abertura do "X Cordel da Cortez". Aqui com os colegas Pedro Monteiro, João Gomes de Sá e Aldy Carvalho. Muito bom reencontrar amigos, conhecer pessoas e versejar a vida, a alegria...



O Cavaleiro das Léguas




O Cavaleiro das léguas

Feira de Livros e Cordel - Sesc jundiaí






Hoje em Sesc Jundiaí, feira de livros e Cordel com a Companhia do Cordel capitaneada pelo professor poeta cordelista, João Gomes de Sá; contação de causos, cantigas de roda e mais com mestre Eufra Modesto; intervenção recitativa de Cordel com o poeta da terra dos carnaubais Pedro Monteiro; o poeta dos mil cordéis, de gracejo inclusive, Varneci Nascimento e a cantoria deste cantador com as participações do extremoso violinista Luiz Carlos BAtista Ribas Ribas e da excelência de Tony Marshall, tudo sob a assessoria técnica de Maria José FreitasLenir Do ValeMarlon Do Vale Carvalho. Obrigado João Gomes de Sá, querida amiga Karla Priscila e Sesc Jundiaí.

Centro Cultural Dragão do Mar - Fortaleza CE






O cantador Aldy Carvalho em Cantos d'Algibeira. em Centro Cultural Dragão do Mar/ Fortaleza. Participações especiais do poeta bordador de historias, Maestro Rafael Brito, da cordelista Djanira Feitosa. tudo sob a batuta do poeta Klevisson Viana.

O cantador em Noite de São João - 2016








O cantador em Noite de São João em Sarau lítero musical de Casa de Cultura do Tremembé, São Paulo/SP.
Obrigado Noemi Carvalho Moura, amigo contador de causos Eufra Modesto.
A cantoria foi boa, além das récitas e cantos dos poetas presentes o público foi brindado com obras de literatura de cordel, No reino dos imbuzeiros, deste cantador e a mais recente obra do poeta Pedro Monteiro, José e Marina.